Raquel Rodrigues

Eu sou empreendedora, curiosa, criativa, escritora, palestrante, facilitadora e networker
por vocação.

Não tenho diploma. E agora?

Não tenho diploma. E agora?O fato de eu não ter uma profissão

Recentemente, minha mãe me contou que uma pessoa bem próxima de nossa família disse que sente muito por eu não ter uma profissão, não ter diploma. Dona Maria ficou muito brava, não podia admitir que falassem assim de sua filha porque entendeu que ela queria dizer que, quase aos 40 anos, estou perdida. Eu ri da situação e pedi para Mamis procurar dissolver esse sentimento, de verdade recebi o comentário com gratidão.

O fato é que não tenho mesmo uma profissão… tenho várias e posso ser o que quiser!

Lá se vão 20 anos

Agora em janeiro de 2017 completo 20 anos de mercado, já que não posso dizer nem de carreira nem de trabalho.

Eu queria Medicina e as pessoas achavam que seria Psicóloga. Na oitava série um teste de aptidão deu Tecnologia
da Informação. Fui cursar Artes Gráficas no ensino médio, depois me formei em Design Gráfico e pós-graduei em Comunicação. Admito que não peguei nenhum dos diplomas.

Comecei na criação, migrei para o atendimento a clientes, cheguei a gerente geral de um renomado escritório de Branding, me aventurei como gerente de novos negócios e tive minha própria agência de Design Estratégico
com um sócio.

Desde o início em contato diário com empresas, mergulhei no universo empreendedor e passei a entender um pouco
de cada negócio, a fazer conexões que promoviam as pessoas para além de uma comunicação adequada e a construir minha própria rede de relacionamentos, o imprescindível Networking.

O Networking na minha vida

Encontrei no Networking um meio favorável e estruturado de realizar algo de significativo ao próximo, que me proporciona imensa satisfação. E, verdadeiramente, acredito que através dele vivenciamos os melhores valores humanos, de forma leve e divertida.

Ao mantermos relacionamentos solidários, no fundo nos beneficiamos das maiores riquezas que uma pessoa guarda consigo: seu conhecimento, seu capital social e seu tempo.

Confesso que não imaginava poder viver disso. Hoje, desbravo essa área de atuação praticamente sem concorrência.
E amo o fato de poder incluir também conteúdos de Inteligência Emocional nas palestras, workshops, programas, eventos e mentorias. E amo mais ainda saber que as pessoas valorizam e me contratam.

Para saber mais, nesse artigo compartilho 10 frases clichês para facilitar seu Networking.

Não vou falar de propósito

Já falei aqui sobre propósito, paixão e autenticidade. E realmente não importa se, nesse momento, encontrou o seu ou não. Porque uma transição de carreira acontece por vários motivos, tipo:

  1. Sua profissão está desaparecendo: novas demandas, novos problemas a serem resolvidos, novos jeitos de se fazer as coisas. O avanço tecnológico promove a extinção de profissões ou a alteração de suas rotinas, exigindo atualização constante.
  2. A idade chega: em geral, atletas têm um limite natural de seguir na mesma profissão por toda a vida.
  3. Estresse e falta de equilíbrio: quando a qualidade de vida é bastante afetada, a frustração e a vontade de mudança aumentam.
  4. Instabilidade econômica: para salvar o negócio, demissões são uma alternativa e, não raro, os profissionais aproveitam para rever o rumo de suas carreiras.
  5. Insatisfação evidente: a pessoa tem um trabalho legal, ganha bem, a vida parece em ordem e a conta ainda não fecha. Se interessa por assuntos diferentes e gostaria de experimentar outras atuações.

Claro que o autoconhecimento ajuda, porém os acontecimentos da vida nem sempre acompanham nosso processo
de interiorização.

Então sugiro que, independentemente de estar pensando em pivotar (termo bacana do ecossistema de startups), busque saber desde agora e de verdade o que ama ou não. Observe e reconheça em si o que é natural. Isso pode facilitar bastante entender o ponto seguinte.

Esqueça os rótulos

E o achismo dos outros. Sei que consideramos a opinião das pessoas queridas, de quem torce por nossa felicidade, e até por isso elas vão querer nos proteger ao invés de apoiar algo que considerem fora da normalidade.

Foque na sua vocação! Termo derivado do verbo no latim “vocare” (chamar), vocação significa chamado. É a conexão com sua essência.

O resto é meio. Seu cargo, sua empresa, seu hobby, tudo ao seu redor e o que está por vir são possibilidades de expressar o que traz de mais profundo.

A vocação nos motiva mesmo diante das adversidades, nela sentimos o fluxo de perceber simplicidade perante o complexo. O aprendizado se torna prazeroso e nos descobrimos criativos, inovadores e intuitivos.

E daí que não tenho diploma?

Daí que a gente dança conforme a música. A nossa própria. Entendemos que a autorresponsabilidade é crucial para nos libertarmos das amarras sociais, obtermos os conhecimentos necessários, fazermos melhores escolhas e realizarmos nossos objetivos.

DancaDoPanda

Parece difícil? Parece! Dá medo? Dá! Você vai falhar? Vai!

Parece viável? Parece! Dá pra ganhar dinheiro? Dá! Você vai se divertir? Vai!

É preciso coragem. Identifique sua vocação, reflita sobre seu momento atual e o que faz sentido para viver uma vida plena, entenda quais recursos e habilidades possui e o que precisa desenvolver, dê abertura para as oportunidades e cerque-se de pessoas com as mesmas intenções e ideias.

Talvez mude de emprego, talvez abra uma empresa. Talvez um hobby seja suficiente, talvez queira mudar para o campo ou de país.

O que importa é ter consciência da sua jornada, do seu aprendizado e desenvolvimento, sabendo saborear e valorizar cada passo, tendo a felicidade como guia.

Eu me considero networker por vocação. Não tenho diploma disso e nem é minha profissão. Reconheci em mim algo natural e me permiti transformar em negócio, que eu intenciono seja sustentável e perdure durante um longo tempo.

Quero ajudar pessoas a se beneficiarem mutuamente de conexões verdadeiras. Se interessar saber como faço isso, deixe um comentário ou me envie uma mensagem.

Para me conhecer mais, eu conto sobre minhas transições de carreira e a força do Networking nessa entrevista para
o Programa Chek-up de Carreira da Marcela Buttazzi.