Raquel Rodrigues

Eu sou empreendedora, curiosa, criativa, escritora, palestrante, facilitadora e networker
por vocação.

Autossabotagem e sua beleza

a beleza da autossabotagemO que podemos aprender com nossa autossabotagem diária?

Começou como um autodesafio de nível 1: acordar mais cedo. Me senti motivada e uma autossabotagem nem passou pela minha cabeça.

Quem me conhece sabe que eu detesto acordar cedo. Para quem estava ‘acostumada’ a levantar às 4h30, despertar às 7h pareceu um luxo, ainda que uma hora antes do que eu gostaria.

Embora eu saiba que há muitos benefícios, como por exemplo começar o dia sem pressa o que ajuda a diminuir o estresse, planejar a logística para evitar trânsito e atrasos, tomar um bom café da manhã com calma, melhorar a produtividade pelo tempo a mais e a oportunidade de organizar os afazeres com atenção.

Meus objetivos eram meditar e estudar, totalmente alinhados com meu plano de vida. Em um primeiro momento, imaginei que se programasse essas atividades para a tarde ou noite seriam grandes as chances de não as realizar.

Fiz tudo bonitinho. Comecei em uma segunda-feira (claro!), na noite anterior fui dormir mais cedo, agradeci pelo meu dia, mentalizei acordando disposta e coloquei o despertador longe da cama.

Bingo! Deu tudo certo! Compartilhei com alguns amigos meu grande feito e a sensação foi de leveza e energia.

Do segundo ao sétimo dia… não foi bem assim. Por não ter nenhum compromisso formal logo cedo nesse período, apenas compromissos comigo mesma, quando o despertador tocava eu pensava em alguma desculpa para continuar na cama. E cada dia foi uma diferente, algumas hilárias.

Então, meu autodesafio virou uma experiência de autossabotagem. Nos três primeiros dias me senti mal, afinal escolhi fazer isso, planejei e me preparei, ninguém me obrigou ou convenceu com algum desses papos motivacionais.

Qual era o meu problema?

Esta reflexão somada à autoconsciência trouxeram beleza ao processo. Não fiquei me culpando nem procurando culpados, o que não faria o menor sentido, e busquei entender porque não me permitia completar o autodesafio.

A questão já estava respondida: detesto acordar cedo e, no fundo, não acredito que a hora que levanto, seja ela qual for, me tornará mais ou menos bem-sucedida, me deixará mais ou menos feliz.

Essa é a minha crença. E as crenças podem de fato destruir qualquer benefício ou valor que se tenha ideia.

E daí?

Daí que você não precisa ficar sofrendo. Dá para simplificar e resolver qualquer situação. Se estiver tendo alguma dificuldade em atingir seus objetivos, pare e reflita sobre suas crenças e se está se autossabotando.

Se tiver dificuldade neste processo, procure ajuda. Acreditando que precisa de foco e ação, recomendo o coaching e posso indicar alguns amigos Coachs de acordo com seu perfil. Sentindo que há uma barreira emocional, fale comigo.

A autossabotagem é democrática, não faz distinção de ninguém e pode estar acontecendo com você neste instante. Por outro lado, todos nós temos um poder grandioso em nossas mãos: o poder da escolha.

Pra mim foi simples. Meus verdadeiros objetivos, meditação e estudo, aconteceram durante essa semana e continuam, só que em outros horários. Autorrespeito, flexibilidade e capacidade de adaptação foram as minhas escolhas.

Permita-se vivenciar a autossabotagem de vez em quando, mantendo-se presente e consciente, e sinta-se livre para escolher aprender, mudar e realizar tudo que deseja.

Acredite! E #tamojunto