Raquel Rodrigues

Eu sou empreendedora, curiosa, criativa, escritora, palestrante, facilitadora e networker
por vocação.

Meu primeiro CASE 2016

2016-11-07-08-43-32Um mergulho no ecossistema de startups

Nos dias 7 e 8 de novembro eu tive a oportunidade de estar no CASE 2016 – Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo como Coordenadora de Relacionamento do stand da Prosa Interativa, da minha amiga e mentorada em Networking Nanda Nogueira.

De longe foi trabalho. Foi uma imersão no mundo das startups brasileiras. Passaram por nós empreendedores
de todos os cantos do país, com as mais variadas ideias, em diversas fases, com um desejo em comum: resolver algo para alguém.

É um ecossistema que quanto mais conheço, mais me apaixono. Respirar inovação, energia, entusiasmo, esforço, dedicação, planejamento, conhecimento e confiança que o negócio exige em um ambiente de incertezas é um verdadeiro alento.

Notícia preocupante

Principalmente quando alguns dias depois vejo a notícia que o Brasil caiu 6 posições no ranking mundial de empreendedorismo, estando em 98º lugar entre os 137 países listados. Reflexo da crise…

E da burocracia, da dificuldade de se conseguir crédito justo, das altas taxas de juros e carga tributária, da falta de visão política adequada, de conhecimento dos empreendedores sobre a legislação e da capacitação geral.

Boa notícia

Ainda bem que tramita no senado o projeto de lei (PLS 772/2015) “para dispor que os currículos do ensino fundamental, anos finais, e do ensino médio incluirão o empreendedorismo como tema transversal. Inclui, ainda, a orientação para o trabalho e para o empreendedorismo como diretriz dos conteúdos curriculares da educação básica e, por fim, estabelece como finalidade da educação superior o estímulo ao empreendedorismo e a inovação, visando à conexão entre os conhecimentos técnicos e científicos e o mundo do trabalho e da produção”.

Precisamos preparar nossos jovens para o empreendedorismo. Seja na carreira ou na construção de um negócio. É uma forma de potencializar a sustentabilidade das ideias, das empresas e da economia.

CASE 2016 em números

Nessa 3ª edição, esse que se consagrou o maior evento do setor na América Latina contou com:

50 palestrantes nacionais e internacionais
+60 expositores
+6.500 pessoas
Premiação dos 12 principais agentes do ecossistema de startups

E quase 400 pessoas passaram pelo stand da Prosa Interativa. A Nanda deu muita mentoria, eu conversei com os interessados e alguns amigos nos visitaram. Na sequência das fotos estão Guilherme Guidi, Roberto Ueno, Aline Silva, Rogeria Gianesi, Gabriel Santa Rosa, Mário Avancini e meu irmão caçula, Miguel Silva.

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Novos modelos de negócios

Economia compartilhada, economia criativa, empresa livre. Termos e modelos que passam a fazer parte do nosso vocabulário empreendedor, trazendo novos olhares que proporcionam inúmeras possibilidades e geram diversos impactos.

A economia compartilhada foca no usufruir algo ao invés de tê-lo, no benefício em si e não no produto. Queremos
a música e não o CD, nos locomover e não o carro.

Na economia criativa se produz bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos a partir do conhecimento, criatividade e capital intelectual. Movimenta os setores da cultura, moda, design, música, artesanato, comunicação, internet, tecnologia e inovação.

Sem líderes ou funcionários, na empresa livre todos têm o mesmo valor, igual participação nos resultados e a liberdade para escolher onde, quando, como e em que trabalhar. A confiança e a complementariedade guiam as relações.

Nada será como antes

Participar desse primeiro CASE expandiu minha certeza de que grandes e boas transformações estão acontecendo.
E que cada um de nós pode ser um agente dessa mudança.

O tradicional e o conhecido não são ruins. A busca é pelo equilíbrio entre o que existe e a infinidade de meios que podemos criar, cocriar, experimentar e implantar. E mudar de novo depois, em harmonia e com desapego.

Em qual ecossistema você quer viver?
Essa é a reflexão que deixo.